Ninguém duvida do nível de excelência futebolística de Ibrahimovic e, antes de fazer diferença em campo, a torcida catalã já declara bravatas de amor e mostra como se faz alguém se sentir em casa
Ibrahimovic é o tipo de jogador como Cruyff ou Litmanen, único na história de seu país. É de longe o maior craque que já surgiu nas terras frias, entrecortadas por fiordes, da Suécia. Dono de um chute potente e autor de escoradas de bola dignas dos anos de ouro do futebol de Pelé, ele já é um novo caso de amor para a torcida do Barça. Se antes pegavam no pé do sempre machucado Eto’o, o sueco é aplaudido a cada tentativa, o que o estimula a tentar novos dribles e encobrir goleiros adiantados.

Ibrahimovic, apenas mais um puta jogador de um país zé-ninguém a brilhar no maior clube de futebol do mundo
Alto e de grande força física, é difícil parar o sueco filho de croatas sem marcar falta. Cheio de categoria, ele sabe muito bem como chamar a marcação para si, abrindo espaços. Coisa de jogadores inteligentes, que entendem a mecânica do futebol e a usam o medo das zagas adversárias a seu favor.
Dizem que em time que tá ganhando não se mexe. Bom, se mexer tem que ser com qualidade. Qualidade talvez seja o nome do meio de Zlatan Ibrahimovic, recém contratado pelo campeão europeu, FC Barcelona.
Após um frustrante zero a zero na primeira rodada da Champions League contra seu ex-time, a Internazionale, Ibra (como é chamado pelos torcedores) teve participação marcante hoje no Camp Nou.
Reeditando aquele famoso confronto de 1999, em que o então jovem Shevchenko trucidou com o Barça num sonoro 4 a zero, Dínamo de Kiev e Barcelona fizeram uma partida de futebol bem jogada, de vários lances agudos e forte dedicação tática por parte dos ucranianos.
Dessa vez deu Barcelona, 2 a zero em um jogo disputadíssimo, mas que sempre teve a cara de Barcelona apesar dos esforços de contra-ataque de Milesvski principalmente. Shevchenko esteve apagado como já está há alguns anos desde sua saída do Milan.
Em time que está ganhando realmente não se mexe, por isso o Barça deste ano é tão parecido com o do ano passado. A única modificação significante é Ibra no lugar de Eto’o, que foi trocado por ele com a Internazionale. É impressionante como os times campeões do Barcelona jogam parecido entre si – segurar a bola e o toque envolvente são características do clube em si, uma escola muito única no futebol mundial. Se fosse qualquer time do mundo, os passes curtos irritariam a torcida, mas no Barcelona isso é parte do espetáculo que incentiva a torcida a gritar ainda mais.
Zlatan parece já ter chegado adaptado a essa escola. Se antes tinha o peso de uma equipe inteira em suas costas, o faixa preta de tae kwon-do hoje divide com craques como Messi (autor do primeiro gol) e Xavi a responsabilidade de trazer a campo um time que, além de esmagar os adversários com envolvente jogo tático de posse de bola, cumpre a promessa de jogar bonito. Ele já parece parte desse time há bem mais tempo do que tem de fato e provoca desde já comparações com Rivaldo e outros grandes jogadores campeões do time azul-grená.
No jogo de hoje, Ibrahimovic não brilhou, mas foi sempre carregado e incentivado pela torcida em cada lance. Quase marcou um belo gol de cabeçada direto ao chão (aqueles lances que enganam os goleiros mais jovens) na pequena área logo no início do segundo tempo, após cruzamento de Messi. Já havia tentado, sem sucesso, encobrir e até driblar o experiente goleiro Shovkovskyi.
Não marcou mas fez a bela jogada que resultou no segundo gol catalão, marcado por Pedrito após lindo passe em diagonal de Ibra por trás da zaga adversária.
O sueco agora divide a responsabilidade com um time completo, favorito ao título, e tem a oportunidade de sua vida trabalhando no que talvez seja o clube mais importante do futebol internacional. Seja pela sua história ou pela sua marca registrada de jogo bonito e casa de craques como Cruyff, Maradona ou Romário.
Ele quer se tornar um deles e a torcida barcelonense já anseia por carregá-lo no colo e declarar um novo e, como é tradição catalã, apaixonado amor.
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Desse texto, que fiz pra aula do Celso Unzelte, prof. de Jornalismo da Cásper e parte do time da ESPN Brasil, eu não gostei tanto. A idéia me pareceu bem louca, mas faltou alguma coisa.. Num futuro próximo talvez eu a reescreva ou edite aqui no post mesmo.
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