Newt Gingrich promete construir base espacial lunar até 2020, caso seja eleito
Candidato quer chegar antes dos chineses, mas é ridicularizado por rivais em debate

Candidato republicano, Gingrich discursa durante debate presidencial na Flórida. Ele promete construir uma base espacial na Lua até 2020, caso seja eleito
O pré-candidato do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos, Newt Gingrich, prometeu nesta quinta-feira (26) que, se eleito, irá construir uma base espacial americana na Lua até o fim de um hipotético segundo mandato.
Gingrich defendeu sua proposta para reativar o lançamento de espaçonaves americanas durante o debate presidencial desta quinta-feira na Flórida, um dos principais pontos de lançamento de foguetes no país. O republicano, que foi ridicularizado por seus concorrentes, promete que, se for eleito, irá investir em voos comerciais para o espaço, missões de explorações para Marte e na construção de uma base na Lua até 2020.
Antes, Gingrich já havia anunciado seu plano grandioso para uma plateia de trabalhadores demitidos de Cabo Canaveral na quarta-feira (25), na Flórida, de onde a Nasa (agência espacial americana) lançava boa parte de seus satélites e ônibus espaciais.
No debate, Gingrich se aprofundou sobre o tema. Segundo ele, a ideia não é “colonizar a Lua”, mas sim manter uma base permanente e evitar que os chineses “cheguem lá primeiro”.
- Eu não quero colonizar a Lua. O custo disso seria de bilhões, senão trilhões [de dólares]. O que eu quero é um americano na Lua antes que os chineses cheguem lá primeiro.
De acordo com o candidato, o plano é incentivar a participação do setor privado para impulsionar a pesquisa espacial, inclusive criando voos turísticos para o espaço. Ele comparou o investimento que faria aos esforços para impulsionar o setor aeroviário durante os anos 1930, e defendeu que o empreendimento não seria um ônus para o país.
- Investimentos estatais e privados não são necessariamente incompatíveis. Muitos dos avanços na aviação aconteceram por causa de prêmios. Eu gostaria de ver muito mais dinheiro que é investido no setor privado servindo para encorajar novas descobertas. Se nós tivéssemos uma série de objetivos e nos preparássemos para oferecer prêmios para quem atingi-los, temos todas as razões do mundo para acreditar que temos pessoas nesse país e no resto do mundo que colocariam uma enorme quantia de dinheiro e fariam a região [de lançamentos de foguetes] borbulhar com oportunidades.
Os planos de Gingrich foram duramente criticados por seus rivais durante o debate na Flórida. O favorito da campanha republicana, Mitt Romney, defendeu que o setor privado não deve participar do programa espacial americano. No entanto, ele tropeçou ao mencionar que iria demitir pessoas, num momento em que o desemprego nos EUA continua a níveis alarmantes.
- Fui empresário durante 25 anos, e se um executivo da minha empresa chegasse comigo e dissesse que quer investir alguns bilhões de dólares para colocar uma colônia na Lua, eu diria: “você está demitido!”.
Já o congressista do Texas, Ron Paul, afirmou que o país “não precisa de um programa espacial maior” e que “a saúde e outras coisas merecem muito mais prioridade do que ir até a Lua”.
- Eu não acho que nós precisamos ir à Lua. Acho que talvez nós devêssemos mandar alguns políticos para lá às vezes.
De acordo com o jornal americano The New York Times, o fascínio de Newt Gingrich pela Lua data de bem antes de sua campanha para receber a indicação do Partido Republicano à presidência. Em seu romance de ficção científica Renew America (Renovando os EUA, em tradução livre), de 1995, Gingrich fez uma previsão de que “luas de mel na Lua serão moda em 2020″.
* matéria publicada originalmente no Portal R7
Newt Gingrich se irrita com pergunta sobre “casamento aberto” em debate
Newt Gingrich acusa imprensa de atacar republicanos para proteger Obama

Ao lado da mulher, Callista, republicano Newt Gingrich acena para eleitores após vencer as primárias da Carolina do Sul. Sua ex-mulher o acusa de ter pedido um "casamento aberto" para ficar com sua esposa atual
O pré-candidato do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos, Newt Gingrich, respondeu com dureza às acusações de sua ex-mulher em um debate realizado na última quinta-feira (19) na rede de TV CNN.
Gingrich demonstrou irritação ao responder às perguntas sobre as declarações de sua ex-mulher, Marianne, que o acusa de ter pedido um “casamento aberto” quando ela estava com câncer. O republicano acusou o moderador do debate, John King, de “proteger Obama e atacar os candidatos republicanos”.
A pergunta delicada foi a primeira questão do debate presidencial, o que enfureceu Gingrich. Dias antes, a ex-mulher de Gingrich havia dado uma entrevista ao canal ABC acusando Gingrich de largá-la por uma amante quando ela estava com câncer. Ela afirma que, antes de pedir o divórcio, Gingrich ainda pediu para que os dois tivessem um “casamento aberto”.
- Acho que natureza negativa, maldosa e destrutiva de boa parte da imprensa faz com que seja muito mais difícil governar esse país, mais difícil de atrair pessoas decentes para o cargo [de presidente]. Estou chocado que você tenha começado o debate com uma pergunta como essa.
O candidato voltou a negar as acusações, e acusou a CNN e outros órgãos da “mídia liberal” de ataques gratuitos contra os candidatos republicanos.
“Vou ser claro. A história é falsa. Cada amigo que tenho e nos conheceu nesse período disse que a história é falsa”, afirmou Gingrich, elevando o tom de voz nos minutos de abertura de um debate com os outros pré-candidatos republicanos.
- A mídia não se interessa por isso porque eles querem atacar qualquer republicano. Eles estão atacando o governador [de Massachussetts] Mitt Romney, estão atacando a mim. Aposto que vão atacar o senador Rick Santorum e o congressista Ron Paul também [dois outros candidatos]. Eu estou cansado da mídia liberal proteger o presidente Obama através de ataques aos candidatos republicanos.
O debate foi exibido às vésperas das primárias do partido no Estado da Carolina do Sul, onde Gingrich surpreendeu, ficando em primeiro lugar ao derrotar o favorito Mitt Romney. Ao fim de sua réplica, Gingrich foi ovacionado de pé pela plateia.
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Gingrich acusa CNN de “atacar republicanos para proteger Obama” por thevideos no Videolog.tv.
O ex-presidente da Câmara dos Representantes americana Newt Gingrich foi o vencedor da primária republicana do Estado da Carolina do Sul, realizada neste domingo (22). Ele derrotou o favorito na disputa, Mitt Romney, após conquistar 40% dos votos contra 28% obtidos pelo rival.
Romney segue na liderança nas pesquisas nacionais sobre quem deverá ser o candidato republicano que irá obter a indicação do partido para disputar a presidência dos Estados Unidos contra o presidente Barack Obama, em novembro deste ano.
Mas a vitória dá fôlego a Gingrich, especialmente pelo fato de que desde 1980 todo candidato que venceu uma primária na Carolina do Sul acabou depois conquistando a candidatura de seu partido.
Gingrich começou a ascender após ter passado a ser visto como o candidato mais identificado com a cada vez mais forte direita do Partido Republicano e o movimento Tea Party e como o conservador na disputa mais apto a derrotar Romney.
Em uma entrevista na qual detalha o desmoronamento de seu casamento, Marianne Gingrich afirmou que o ex-presidente da Câmara dos Representantes tentou chegar a um acordo matrimonial que lhe permitisse manter sua amante enquanto continuava casado.
A mulher afirmou que Gingrich admitiu sua relação de seis anos com sua assistente no Congresso, Callista Bisek – agora Callista Gingrich -, com a qual o pré-candidato republicano se casou depois que seu casamento anterior ruiu.
Marianne foi a segunda mulher de Gingrich, um dos pré-candidatos republicanos que se mantêm na corrida à presidência dos Estados Unidos – após a renúncia de Rick Perry, divulgada nesta quinta (19) – e que, enquanto foi presidente da Câmara na década de 1990, destacou-se como uma das figuras mais poderosas de Washington.
* matéria publicada originalmente no Portal R7
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