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Newt Gingrich promete construir base espacial lunar até 2020, caso seja eleito

Publicado em 4:20, Mundo, Política por Caiopro em 27/01/2012

Candidato quer chegar antes dos chineses, mas é ridicularizado por rivais em debate

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Candidato republicano, Gingrich discursa durante debate presidencial na Flórida. Ele promete construir uma base espacial na Lua até 2020, caso seja eleito

O pré-candidato do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos, Newt Gingrich, prometeu nesta quinta-feira (26) que, se eleito, irá construir uma base espacial americana na Lua até o fim de um hipotético segundo mandato.

Gingrich defendeu sua proposta para reativar o lançamento de espaçonaves americanas durante o debate presidencial desta quinta-feira na Flórida, um dos principais pontos de lançamento de foguetes no país. O republicano, que foi ridicularizado por seus concorrentes, promete que, se for eleito, irá investir em voos comerciais para o espaço, missões de explorações para Marte e na construção de uma base na Lua até 2020.

Antes, Gingrich já havia anunciado seu plano grandioso para uma plateia de trabalhadores demitidos de Cabo Canaveral na quarta-feira (25), na Flórida, de onde a Nasa (agência espacial americana) lançava boa parte de seus satélites e ônibus espaciais.

No debate, Gingrich se aprofundou sobre o tema. Segundo ele, a ideia não é “colonizar a Lua”, mas sim manter uma base permanente e evitar que os chineses “cheguem lá primeiro”.

- Eu não quero colonizar a Lua. O custo disso seria de bilhões, senão trilhões [de dólares]. O que eu quero é um americano na Lua antes que os chineses cheguem lá primeiro.

De acordo com o candidato, o plano é incentivar a participação do setor privado para impulsionar a pesquisa espacial, inclusive criando voos turísticos para o espaço. Ele comparou o investimento que faria aos esforços para impulsionar o setor aeroviário durante os anos 1930, e defendeu que o empreendimento não seria um ônus para o país.

- Investimentos estatais e privados não são necessariamente incompatíveis. Muitos dos avanços na aviação aconteceram por causa de prêmios. Eu gostaria de ver muito mais dinheiro que é investido no setor privado servindo para encorajar novas descobertas. Se nós tivéssemos uma série de objetivos e nos preparássemos para oferecer prêmios para quem atingi-los, temos todas as razões do mundo para acreditar que temos pessoas nesse país e no resto do mundo que colocariam uma enorme quantia de dinheiro e fariam a região [de lançamentos de foguetes] borbulhar com oportunidades.

Rivais zombam de proposta espacial

Os planos de Gingrich foram duramente criticados por seus rivais durante o debate na Flórida. O favorito da campanha republicana, Mitt Romney, defendeu que o setor privado não deve participar do programa espacial americano. No entanto, ele tropeçou ao mencionar que iria demitir pessoas, num momento em que o desemprego nos EUA continua a níveis alarmantes.

- Fui empresário durante 25 anos, e se um executivo da minha empresa chegasse comigo e dissesse que quer investir alguns bilhões de dólares para colocar uma colônia na Lua, eu diria: “você está demitido!”.

Já o congressista do Texas, Ron Paul, afirmou que o país “não precisa de um programa espacial maior” e que “a saúde e outras coisas merecem muito mais prioridade do que ir até a Lua”.

- Eu não acho que nós precisamos ir à Lua. Acho que talvez nós devêssemos mandar alguns políticos para lá às vezes.

De acordo com o jornal americano The New York Times, o fascínio de Newt Gingrich pela Lua data de bem antes de sua campanha para receber a indicação do Partido Republicano à presidência. Em seu romance de ficção científica Renew America (Renovando os EUA, em tradução livre), de 1995, Gingrich fez uma previsão de que “luas de mel na Lua serão moda em 2020″.

* matéria publicada originalmente no Portal R7

Filha adolescente de Hugo Chávez causa controvérsia por fotografia na internet

Publicado em Mundo por Caiopro em 26/01/2012

Rosinés Chávez, de 14 anos, enfureceu venezuelanos após foto cheia de dólares

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Filha adolescente de Hugo Chávez exibe dólares no Instagram, despertando a ira de internautas venezuelanos

A filha do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, está causando controvérsia entre os internautas do país, após postar uma foto em que aparece segurando uma pequena fortuna em dólares nas redes sociais.

Na foto, Rosinés Chávez, de 14 anos, esconde parte do rosto atrás de várias cédulas de dólar. Ela compartilhou o arquivo através da rede social Instagram, um aplicativo disponível apenas para celulares iPhone e computadores Apple, e também em sua página no Twitter.

Segundo o jornal The Guardian, a polêmica está no fato de que, desde 2003, o governo venezuelano vem limitando a circulação de moeda estrangeira no país e forçando os cidadãos a utilizar a agência de câmbio oficial.

Usuários como Gerar Ortega postaram comentários indignados no site do jornal venezuelano Diario Maracaibo.

- O que me irrita é o deboche dela, já que nós temos que implorar a Cadvi [agência de câmbio do governo] e aos bancos para receber dólares.

Outros internautas aproveitaram para protestar em tom de zombaria, postando fotos similares a de Rosinés no Instagram, segurando alimentos escassos no país ao invés de dinheiro.

Esta não é a primeira vez que a filha adolescente de Chávez ganha manchetes da imprensa internacional. Em 2011, ela causou controvérsia após postar uma foto ao lado do cantor pop canadense Justin Bieber.

Além disso, a descrição da conta de Rosinés no Twitter não esconde que ela é uma fã do cantor teen. “Eu [coração] Bieber”, diz a biografia da filha de Chávez, acrescentando que ela é, de fato, a “filha do comandante”.

Segundo o portal de notícias americano The Huffington Post, a filha de Chávez também já recebeu críticas por exibir um estilo de vida cheio de luxo em sua página no Instagram.

Mas, além de causar controvérsia, Rosinés também usa o Twitter para, de vez em quando, mostrar apoio ao governo de seu pai. Recentemente, a adolescente tuitou em espanhol que “#VocêNãoPrecisaSerInteligente para saber que meu papai vai vencer as eleições de novo”.

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Usuário do Twitter debocha da fotografia de Rosinés Chávez, substituindo dólares por alimentos que frequentemente enfrentam períodos de escassez na Venezuela

* matéria publicada originalmente no Portal R7

Newt Gingrich se irrita com pergunta sobre “casamento aberto” em debate

Publicado em Mundo, Política por Caiopro em 23/01/2012

Newt Gingrich acusa imprensa de atacar republicanos para proteger Obama

Newt Gingrich

Ao lado da mulher, Callista, republicano Newt Gingrich acena para eleitores após vencer as primárias da Carolina do Sul. Sua ex-mulher o acusa de ter pedido um "casamento aberto" para ficar com sua esposa atual

O pré-candidato do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos, Newt Gingrich, respondeu com dureza às acusações de sua ex-mulher em um debate realizado na última quinta-feira (19) na rede de TV CNN.

Gingrich demonstrou irritação ao responder às perguntas sobre as declarações de sua ex-mulher, Marianne, que o acusa de ter pedido um “casamento aberto” quando ela estava com câncer. O republicano acusou o moderador do debate, John King, de “proteger Obama e atacar os candidatos republicanos”.

A pergunta delicada foi a primeira questão do debate presidencial, o que enfureceu Gingrich. Dias antes, a ex-mulher de Gingrich havia dado uma entrevista ao canal ABC acusando Gingrich de largá-la por uma amante quando ela estava com câncer. Ela afirma que, antes de pedir o divórcio, Gingrich ainda pediu para que os dois tivessem um “casamento aberto”.

- Acho que natureza negativa, maldosa e destrutiva de boa parte da imprensa faz com que seja muito mais difícil governar esse país, mais difícil de atrair pessoas decentes para o cargo [de presidente]. Estou chocado que você tenha começado o debate com uma pergunta como essa.

O candidato voltou a negar as acusações, e acusou a CNN e outros órgãos da “mídia liberal” de ataques gratuitos contra os candidatos republicanos.

“Vou ser claro. A história é falsa. Cada amigo que tenho e nos conheceu nesse período disse que a história é falsa”, afirmou Gingrich, elevando o tom de voz nos minutos de abertura de um debate com os outros pré-candidatos republicanos.

- A mídia não se interessa por isso porque eles querem atacar qualquer republicano. Eles estão atacando o governador [de Massachussetts] Mitt Romney, estão atacando a mim. Aposto que vão atacar o senador Rick Santorum e o congressista Ron Paul também [dois outros candidatos]. Eu estou cansado da mídia liberal proteger o presidente Obama através de ataques aos candidatos republicanos.

O debate foi exibido às vésperas das primárias do partido no Estado da Carolina do Sul, onde Gingrich surpreendeu, ficando em primeiro lugar ao derrotar o favorito Mitt Romney. Ao fim de sua réplica, Gingrich foi ovacionado de pé pela plateia.
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Gingrich acusa CNN de “atacar republicanos para proteger Obama” por thevideos no Videolog.tv.

Vitória na Carolina do Sul

O ex-presidente da Câmara dos Representantes americana Newt Gingrich foi o vencedor da primária republicana do Estado da Carolina do Sul, realizada neste domingo (22). Ele derrotou o favorito na disputa, Mitt Romney, após conquistar 40% dos votos contra 28% obtidos pelo rival.

Romney segue na liderança nas pesquisas nacionais sobre quem deverá ser o candidato republicano que irá obter a indicação do partido para disputar a presidência dos Estados Unidos contra o presidente Barack Obama, em novembro deste ano.

Mas a vitória dá fôlego a Gingrich, especialmente pelo fato de que desde 1980 todo candidato que venceu uma primária na Carolina do Sul acabou depois conquistando a candidatura de seu partido.

Gingrich começou a ascender após ter passado a ser visto como o candidato mais identificado com a cada vez mais forte direita do Partido Republicano e o movimento Tea Party e como o conservador na disputa mais apto a derrotar Romney.

Entrevista

Em uma entrevista na qual detalha o desmoronamento de seu casamento, Marianne Gingrich afirmou que o ex-presidente da Câmara dos Representantes tentou chegar a um acordo matrimonial que lhe permitisse manter sua amante enquanto continuava casado.

A mulher afirmou que Gingrich admitiu sua relação de seis anos com sua assistente no Congresso, Callista Bisek – agora Callista Gingrich -, com a qual o pré-candidato republicano se casou depois que seu casamento anterior ruiu.

Marianne foi a segunda mulher de Gingrich, um dos pré-candidatos republicanos que se mantêm na corrida à presidência dos Estados Unidos – após a renúncia de Rick Perry, divulgada nesta quinta (19) – e que, enquanto foi presidente da Câmara na década de 1990, destacou-se como uma das figuras mais poderosas de Washington.

* matéria publicada originalmente no Portal R7

Republicanos já somam mais de R$ 30 milhões em apenas dez doações nos EUA

Publicado em Mundo, Política por Caiopro em 21/01/2012

Novas leis de financiamento beneficiam bancos e milionários, acusam críticos

Republicano Mitt Romney (esquerda) lidera as doações de campanha nessa fase de primárias do Partido Republicano. Já o presidente Obama tem apenas três aliados entre os 20 maiores doadores desta campanha eleitoral

As eleições de 2008 foram as mais caras da história dos Estados Unidos, com candidatos, partidos e fundos de campanha atingindo a marca de R$ 9,4 bilhões (US$ 5,3 bilhões), mas a corrida presidencial de 2012 já promete ultrapassar esse recorde. Isso porque, de acordo com a revista americana Mother Jones, um conjunto de novas leis de financiamento de campanha acaba de maximizar o poder dos doadores no processo eleitoral do país.

O site lançou na última terça-feira (10) uma lista com os valores depositados pelos principais fundos de campanha e os candidatos beneficiados por esse dinheiro. Só entre os dez maiores doadores do Partido Republicano, o equivalente a R$ 30,2 milhões (cerca de US$ 17 milhões) foram arrecadados – e ainda faltam mais de seis meses para o partido escolher oficialmente o seu candidato.

Desde 2010, uma emenda constitucional estabelece um limite de cerca de R$ 4 mil (o equivalente a US$ 2.500) para doações de pessoas físicas diretamente aos candidatos às eleições, mas permite que empresas e PACs (Comitê de Ação Política, na sigla em inglês) criem comerciais e doem dinheiro ilimitado sem a necessidade de prestar de contas. Não há limite para as doações de pessoas físicas a PACs.

Na época, o presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou que a emenda iria “restringir a influencia estrangeira nas eleições americanas”, mas críticos do sistema eleitoral do país argumentam que a lei, na verdade, colocou ainda mais poder nas mãos de bancos e corporações para mudar o rumo das urnas.

Conservadores dominam doações de campanha

As críticas podem ser comprovadas pelas estatísticas divulgadas pelo CRP (Centro de Política Responsável, na sigla em inglês), ONG que fiscaliza os gastos públicos do governo americano. Segundo os dados divulgados pelo, o dono do cassino Sands em Las Vegas, Sheldon Adison, é responsável por R$ 8,8 milhões (US$ 5 milhões) para o PAC de campanha de Newt Gingrich, Winning Our Future (Vencendo nosso futuro, em inglês). Gingrich é o único pré-candidato republicano que aparenta ameaçar o favorito à candidatura, Mitt Romney.

De fato, os números do CRP mostram que os republicanos são os mais beneficiados pela criação dos PACs, agora conhecidos como Super PACs pela quantidade de dinheiro que vêm arrecadando.

De acordo com as estatísticas, 17 dos 20 PACs mais gastadores apoiam candidatos do Partido Republicano. Dez desses 20 fundos de campanha são voltados para a candidatura de Mitt Romney, e apenas três são favoráveis ao presidente Barack Obama.

Entre os principais doadores de Romney estão Bob Perry, um dos principais empresários da construção civil dos EUA, e o 17º homem mais rico do país, John Paulson, um lobbista que, segundo o jornal The New York Times, foi um dos homens mais beneficiados do mundo pela crise financeira de 2008, com ganhos de até US$ 4 bilhões em um único dia no auge do colapso de bancos e hipotecas americanas. Perry é doador do PAC Crossroads (Encruzilhadas, em português), mantido pelo ex-assessor de George W. Bush, Karl Rove, enquanto Paulson investe seu dinheiro no PAC Restore Our Future (Reconstruir nosso futuro, em tradução livre), de Mitt Romney.

O único milionário da lista do CRP a doar dinheiro para Obama é o ex-diretor-executivo da Disney, Jeffrey Katzenberg. Segundo a ONG, Katzenberg já doou pouco mais de R$ 3 milhões (US$ 2 milhões) para o PAC Priorities USA Action (Ação de prioridades dos EUA, em tradução livre).

* matéria publicada originalmente no Portal R7

Criticado por muçulmanos, livro infantil sobre o 11 de Setembro causa polêmica nos EUA

Publicado em Livros, Mundo por Caiopro em 01/09/2011

Desenhos para colorir retratam os atentados e a caça a Osama bin Laden

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Página do livro infantil mostra Osama bin Laden no momento em que é encontrado por militares americanos. Para a comunidade muçulmana nos EUA, o livro é preconceituoso e tenta "demonizar o Islã"

Um livro de colorir está provocando a ira da comunidade muçulmana nos Estados Unidos, a poucos dias do aniversário de dez anos dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gêmeas e o Pentágono. Chamado We Shall Never Forget: The Kids’ Book of Freedom (“Não devemos esquecer: o livro infantil da liberdade”, em tradução livre), o livro traz desenhos dos ataques terroristas e da caça ao mentor dos ataques, Osama bin Laden, além de mostrar os muçulmanos como vilões para as crianças americanas.

Segundo reportagem do jornal britânico The Guardian, o livro, que foi lançado como “uma ferramenta para os pais ensinarem sobre os acontecimentos envolvendo o 11 de Setembro”, já esgotou sua primeira edição de 10 mil cópias.

As imagens de homens barbudos sequestrando aviões e vestindo turbantes revoltaram a comunidade muçulmana nos EUA, que classificou o livro como “nojento”. Em entrevista à rede de TV CNN, o diretor de comunicações do Conselho de Relações Islâmico-Americanas, Ibrahim Cooper, disse que o livro “demoniza o Islã”, leva as crianças a acreditarem que os muçulmanos são seus inimigos e pode provocar o ódio religioso.

De fato, o livro (que só está à venda na internet) começa com um desenho de Bin Laden planejando os ataques, e termina com o terrorista se escondendo atrás de uma mulher quando é encontrado por militares americanos no Paquistão. O texto que acompanha a imagem diz que “esses atos terroristas [do 11 de Setembro] foram realizados por extremistas islâmicos que odeiam a liberdade. Esses loucos odeiam o estilo de vida americano porque nós somos livres”.

Autor defende o livro e diz que história é “puramente factual”

O autor do livro de colorir, Wayne Bell, já foi a alguns programas da televisão americana para se defender. Ele afirma que a obra não mostra os muçulmanos de maneira negativa – e que “quem deveria ser chamado de nojento são os 19 terroristas [do 11 de Setembro] e Osama bin Laden”.

Em entrevista ao jornal americano The Star, Bell disse que o livro trata de uma “história puramente factual”. De acordo com ele, a leitura é indicada para crianças acima de 10 anos de idade “e deve ser supervisionada por um adulto”.

- É apenas um livro sobre o que esses radicais islâmicos fizeram com o nosso país.

Para Bell, o livro inclusive não é pior do que os telejornais americanos.

- Nós não mostramos ossos quebrados, feridos ou explosões nem nada assim. Se você prestar atenção aos noticiários e às imagens que eles mostram, [o livro] não é nada perto disso.

No entanto, segundo Cooper, o livro tenta estereotipar os muçulmanos e “associá-los ao radicalismo, extremismo e terrorismo”.

- Os EUA estão cheios de indivíduos e grupos de indivíduos que tentam demonizar o Islã e marginalizar os muçulmanos, e isso é só um fato da era pós 11 de Setembro. Tenho esperança de que os pais dessas crianças possam reconhecer a agenda por trás desse livro e não expor seus filhos à intolerância ou ao ódio religioso.

Após esgotar suas primeiras 10 mil cópias apenas pela internet, a editora Really Big Colouring Books se prepara para lançar uma segunda leva já na semana que vem. Segundo a editora, parte da renda do livro será revertida para a ONG Bridges for Peace (Pontes para a paz, em tradução livre) – uma entidade judaico-cristã em Jerusalém.

* matéria publicada originalmente no Portal R7

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Conheça a controvertida figura de Sarah Palin

Publicado em Política por Caiopro em 16/06/2011

Republicana é musa do ultraconservador Tea Party, e também colecionadora de gafes

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Sarah Palin discursa para eleitores no Estado da Virgínia Ocidental; ex-governadora pode se candidatar à Presidência dos EUA

A ex-governadora do Alasca, Sarah Palin, é atualmente uma das figuras mais polêmicas da política americana. Considerada a “musa dos conservadores” americanos, e descrita por ela mesma como uma “mamãe do hóquei”, seu estilo desbocado e crítico ao governo Barack Obama conseguiu conquistar boa parte do eleitorado tradicional do Partido Republicano.

Mesmo com um histórico de gafes, Sarah é uma das possíveis candidatas para as eleições presidenciais de 2012.

A americana está acostumada a grandes saltos na carreira. Dona de uma trajetória meteórica, a mãezona de 46 anos e cinco filhos pulou da Prefeitura de Wasilla, uma cidadezinha de 7 mil habitantes no Alasca, diretamente para o cargo de governadora.

Em menos de dois anos ela ainda seria a candidata a vice-presidente da chapa do veterano de guerra John McCain, derrotado por Barack Obama em 2008.

Sarah Palin surgiu como um nome completamente desconhecido na corrida presidencial, em uma manobra vista como desleal pelos críticos do Partido Republicano. A ideia seria trazer uma mulher para a candidatura de McCain para competir com a “novidade” de Obama, o primeiro candidato negro à Presidência na história do país.

Mas, até o final da campanha, Sarah já havia se tornado um dos rostos mais reconhecidos dos Estados Unidos, inclusive atraindo mais holofotes e seguidores do que o próprio McCain.

Após a derrota nas eleições de 2008 ela renunciou ao cargo de governadora, faltando quase dois anos para o fim do mandato, e seguiu uma trajetória pouco comum para uma figura da política: estrelou um reality show (Sarah Palin’s Alasca, em que revela a intimidade de sua família), se tornou âncora de um programa de TV da rede conservadora Fox News e é hoje a musa do movimento ultraconservador Tea Party.

Esforços de Sarah conquistou conservadores, mas rendeu gafes

Bonita, Sarah vendeu a sua imagem de mulher de um jeito simples e interiorano, mãe de família, defensora de valores religiosos e da não-intervenção do Estado na economia.

Para analistas, ela é tudo que o eleitor médio do interior dos EUA quer. Mesmo assim, a derrota na eleição à vice-presidência é, em boa parte, atribuída às gafes cometidas durante a campanha. A começar pelo esvaziamento de seu discurso moralista, já que no meio da corrida presidencial sua filha de 17 anos admitiu estar grávida do namorado.

Bem que Sarah tentou consertar a situação, e quase obrigou os dois a se casarem para melhorar a imagem da família. Nessa época, ela passou a  frequentar programas de humor na TV, como o Saturday Night Live (onde a atriz Tina Fey ganhou fama pela hilária interpretação da candidata), mas não deu muito certo.

Já perto do fim da campanha, surgiram fotos em que Sarah aparece de biquíni segurando um fuzil. Definitivamente, não pegou bem.

Guarda-roupa de R$ 268 mil na TV choca

Mais tarde, Sarah ainda chocou o país quando revelou seu guarda-roupa durante o programa reality show de que fez parte, mostrando sua vida no Alasca.

Em meio à grande crise financeira que abalou os EUA a partir de 2008, soube-se que seu closet estaria avaliado em cerca de o equivalente a R$ 268 mil (US$ 150 mil).

Em 2009, Sarah ainda lançou um livro em que tenta minimizar suas gafes e explicar sua trajetória política. Em Going Rogue (Alçando Voo, em tradução livre), ela descreve, por exemplo, como começou a carreira política por causa de um anúncio de jornal que pedia mais candidatos para a Prefeitura de Wasilla.

E-mails da ex-governadora caem nas mãos da imprensa

Agora, apesar de estar cada vez mais perto de selar sua candidatura para um voo solo nas eleições de 2012, Sarah se vê novamente ameaçada pela própria língua – ou, deveríamos dizer, dedos?

Nesta sexta-feira (10), foram divulgados cerca de 24 mil páginas de seus e-mails do período em que era governadora do Alasca, podendo revelar obstáculos para seus planos na Presidência.

A imprensa americana e mundial está em polvorosa para triar tamanha quantidade de informações. Até o momento, sabe-se que a decisão de divulgar as mensagens veio após pedidos para a liberação de dados públicos, movimento que ganha cada vez mais força nos EUA.

* matéria publicada originalmente no Portal R7

Deputado dos EUA cai em desgraça após enviar fotos eróticas pela internet

Publicado em Mundo, Política por Caiopro em 16/06/2011

Anthony Weiner decide renunciar após mostrar peito sarado e as partes íntimas na rede

Após se exibir na internet, deputado se enrolou nas explicações e deve apresentar renúncia

Pressionado pelo Congresso e pela Casa Branca, o congressista americano Anthony Weiner vai apresentar sua renúncia nesta quinta-feira (16), duas semanas após a divulgação de fotos e mensagens de cunho sexual que admitiu ter enviado a várias mulheres.

Segundo o jornal New York Times e a emissora CNN, o representante nova-iorquino comunicou a seus amigos mais próximos a decisão de abandonar seu assento na Câmara de Representantes dos Estados Unidos.

O anúncio está previsto para o mesmo dia em que os líderes democratas no Congresso planejavam reunir-se para debater se tirariam Weiner de suas atribuições no Comitê de Comércio e Energia, um passo que afetaria sua credibilidade.

Weiner tomou a decisão após conversar com sua esposa, Huma Abedin, que retornou na quarta-feira a Washington de sua viagem pelo Oriente Médio junto à secretária de Estado, Hillary Clinton, da qual é assessora.

 Deputado cai em desgraça por fotos eróticas

O sonho de Anthony Weiner, deputado pelo Estado de Nova York, era ser o “homem do tempo” na televisão. No entanto, aos 46 anos, acabou ficando famoso por motivos que nada têm a ver com a meteorologia ou mesmo com suas funções políticas.

O parlamentar está no centro de um dos escândalos mais polêmicos (e engraçados) dos Estados Unidos nos últimos anos, após admitir ter enviado fotos de seu corpo, incluindo o peito sarado e o próprio pênis, para várias mulheres por meio de redes sociais.

Weiner começou a vida pública em 1991, como o vereador mais jovem da história de Nova York, até então. Ele se reelegeu sucessivas vezes para o cargo, mas em 1999 se tornou deputado.

Apesar de ser um político democrata em uma das cidades mais liberais do país, Weiner curiosamente adotou posturas conservadoras. Ele chegou obrigar adolescentes delinquentes a apagar murais de grafite e fez protestos contra a delegação palestina na ONU. Também obrigou judicialmente o YouTube a retirar do ar publicações em que terrorista Anwar al Awlaki incitava a “guerra santa” contra o Ocidente.

Tudo corria muito bem na trajetória política de Weiner, que vinha sendo considerado um dos favoritos para as próximas eleições à Prefeitura de Nova York. Mas o deputado pôs tudo a perder em um clique. Em maio de 2011, Weiner enviou fotos sem camisa e de seu próprio pênis a uma seguidora no Twitter. Rapidamente a fotografia foi divulgada pela imprensa. O desastre estava feito.

Weiner se enrolou nas explicações

No início, Weiner até tentou negar o fato, alegando que tudo não se passava de uma piada de mau gosto com seu sobrenome. Weiner, em inglês, é uma palavra bastante semelhante a uma expressão chula para salsicha (wiener).

Mas, como o próprio Weiner admitiu mais tarde, “mentir só levou a mais mentiras e perguntas mais difíceis”. Ele admitiu o ocorrido na última quinta-feira (9), com o surgimento de novas fotos de seu dito-cujo, e disse que manteve relações virtuais com pelo menos seis mulheres nos últimos anos.

Casado com a assessora de Hillary Clinton, Huma Abedin, o deputado tem fama de pegador. Certa vez o jornal nova-iorquino New York Daily News chegou até a publicar uma galeria intitulada “As mulheres de Weiner”.

Após o escândalo, já circulam piadas de que o histórico mulherengo de Weiner seria uma das razões pelas quais ele propôs, no Congresso americano, facilitar a obtenção de vistos de trabalho para modelos estrangeiras.

* matéria publicada originalmente no Portal R7

Conheça oito histórias secretas de Guantánamo reveladas pelo WikiLeaks

Publicado em Mundo, Política por Caiopro em 25/04/2011

Militares tem “manual de interrogador” para arrancar dados de suspeitos de terrorismo

Guantánamo - conheça segredos revelados pelo WikiLeaks

Manifestantes vestidos como presos de Guantánamo mostram apoio ao mentor do site, Julian Assange, em Londres

Uma nova leva de papéis confidenciais do governo americano, vazados pelo site WikiLeaks, trazem histórias chocantes sobre os presos de Guantánamo. Os documentos mostram, por exemplo, que prisioneiros de “alto risco” foram libertados em troca de cooperação. Também revela a existência de um “manual de interrogatório”. A polêmica prisão em uma base cubana concentra suspeitos de terrorismo, presos durante a Guerra do Terror.

Os papéis mencionam, ainda, terroristas infiltrados em serviços de inteligência de governos ocidentais, bem como a prisão de idosos, doentes mentais, adolescentes e religiosos reconhecidamente sem ligação com o terrorismo. O fechamento da prisão foi uma promessa de campanha do presidente Barack Obama. Há prisioneiros há mais de 9 anos sem julgamento ou direito a advogados. O governo dos EUA já reconheceu a existência de tortura na prisão.

Os documentos do WikiLeaks, site fundado pelo ativista australiano Julian Assange, mostram que houve pouco cuidado ao transferir e liberar prisioneiros perigosos, enquanto inocentes continuam presos na base naval.

Os documentos do WikiLeaks, site especializado em vazar papéis oficiais de governos do mundo inteiro por meio de uma rede de informantes, jogam luz sobre esses presos e suas identidades. Os papéis podem dar início a mais uma crise diplomática para os Estados Unidos, menos de seis meses após a divulgação de documentos diplomáticos.

1.     EUA tiveram pouco cuidado ao libertar prisioneiros perigosos

Considerados de “alto risco”, 127 prisioneiros continuam na prisão de Guantánamo, mas cerca de outros 160 “que representam risco de ameaça aos Estados Unidos” foram soltos ou extraditados para outros países. Segundo a National Public Radio, a rádio estatal americana, e o jornal americano The New York Times, pelo menos duas dúzias de prisioneiros de “alto risco” foram ligados a atos terroristas desde suas libertações de Guantánamo, incluindo dois sauditas que se tornaram líderes regionais da Al Qaeda na Península Arábica.

2.     Mais de 160 “inocentes” continuam presos e o Exército reconhece isso

Pelo menos 160 dos prisioneiros de Guantánamo são considerados inocentes ou “de baixo risco” pelo Exército americano, como um tradutor iraniano, que teria lutado contra o Taleban no Afeganistão e preso quando ofereceu serviços de tradução aos soldados americanos em Kandahar, no Paquistão. Incluem-se nesta lista também fazendeiros paquistaneses, um médico e um rapaz preso aos 14 anos e levado para Guantánamo por “possíveis informações sobre o Taleban e a Al Qaeda”. Também figuram nos documentos o caso de um idoso de 89 anos com problemas mentais e um inglês convertido ao Islã que foi preso apenas por ter sido prisioneiro do Taleban durante um certo período em que passou no Afeganistão. Os documentos admitem que 83 dos presos que passaram por Guantánamo “não representam risco nenhum” e outros 77 representam “risco improvável”. Outros 274 representariam apenas “eventual” risco.

 3.     Militares não têm certeza do que fazem

Os oficiais do Exército americano não têm certeza do que estão fazendo. Nos mais de 700 documentos de prisioneiros vazados, a palavra “possivelmente” aparece 387 vezes; “desconhecido” é lida outras 188 vezes. Um exemplo de como as informações foram mal apuradas é o caso de Yousef Abkir Salih al Qarani, supostamente um líder da Al Qaeda, em Londres, e cuja verdadeira identidade é, segundo o jornal britânico The Guardian, um garoto saudita de 11 anos que nunca deixou o país.

4.     Exército tem “manual para interrogador”

Os documentos vazados mostram também um “manual do interrogador”, em que o serviço de inteligência do Exército lista maneiras para os interrogadores lidarem com muçulmanos e também detectarem formas que os presos usariam para enganá-los, como conversas sobre religião e histórias falsas para encobrir participação em atos terroristas.

5.     Um único prisioneiro delatou mais de 123 terroristas

Presos de “alto risco” foram libertados após contribuírem com informações de inteligência e revelarem os paradeiros de outros terroristas muçulmanos, apesar de até mesmo os interrogadores terem colocado em dúvida a veracidade de algumas dessas informações. É o caso de Mohammed Basardah, nascido no Iêmen, que denunciou 123 pessoas ligadas a redes terroristas, incluindo outros prisioneiros de Guantánamo. Ele foi transferido para uma prisão do governo da Espanha como recompensa pelas cooperação, apesar de interrogadores terem pontuado que as informações “não eram confiáveis” e de autoridades suspeitarem que ele era um dos guarda-costas de Osama bin Laden.

6.     Relógio é indício de terrorismo

Relógios baratos servem como pista para militares detectarem membros da rede Al Qaeda. Segundo mostram os documentos revelados pelo Wikileaks, relógios da marca Casio foram considerados pelo Exército americano como indícios de que suspeitos estariam envolvidos na montagem e fabricação de bombas. Os documentos dizem que até um terço dos detidos na prisão de Guantánamo (ao todo 102 pessoas) portavam um desses relógios no momento de sua captura.

7.     Terroristas se infiltraram em serviços de inteligência de governos ocidentais

Membros da Al Qaeda trabalhavam infiltrados no serviço de inteligência britânico, MI-6. Um militante argelino, Adil Hadi al Jazairi Bin Hamlili, responsável por explosões em igrejas cristãs e um hotel no Paquistão, preso em Guantánamo, é citado pelos documentos oficiais como “possivelmente” um informante tanto do MI-6 quanto do serviço de inteligência canadense.

8.     Guerra ao Terror mudou de alvo

Os documentos mostram que o foco das operações e detenções na chamada “Guerra do Terror” deixou de ser o desmantelamento da rede terrorista Al Qaeda para tratar de outros assuntos mais amplos. Há prisioneiros detidos por “possíveis informações” sobre o sistema judiciário do Bahrein e do serviço secreto do Cazaquistão, entre outros presos sem relação comprovada com o terrorismo.

* matéria publicada originalmente no Portal R7

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