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Newt Gingrich promete construir base espacial lunar até 2020, caso seja eleito

Publicado em 4:20, Mundo, Política por Caiopro em 27/01/2012

Candidato quer chegar antes dos chineses, mas é ridicularizado por rivais em debate

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Candidato republicano, Gingrich discursa durante debate presidencial na Flórida. Ele promete construir uma base espacial na Lua até 2020, caso seja eleito

O pré-candidato do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos, Newt Gingrich, prometeu nesta quinta-feira (26) que, se eleito, irá construir uma base espacial americana na Lua até o fim de um hipotético segundo mandato.

Gingrich defendeu sua proposta para reativar o lançamento de espaçonaves americanas durante o debate presidencial desta quinta-feira na Flórida, um dos principais pontos de lançamento de foguetes no país. O republicano, que foi ridicularizado por seus concorrentes, promete que, se for eleito, irá investir em voos comerciais para o espaço, missões de explorações para Marte e na construção de uma base na Lua até 2020.

Antes, Gingrich já havia anunciado seu plano grandioso para uma plateia de trabalhadores demitidos de Cabo Canaveral na quarta-feira (25), na Flórida, de onde a Nasa (agência espacial americana) lançava boa parte de seus satélites e ônibus espaciais.

No debate, Gingrich se aprofundou sobre o tema. Segundo ele, a ideia não é “colonizar a Lua”, mas sim manter uma base permanente e evitar que os chineses “cheguem lá primeiro”.

- Eu não quero colonizar a Lua. O custo disso seria de bilhões, senão trilhões [de dólares]. O que eu quero é um americano na Lua antes que os chineses cheguem lá primeiro.

De acordo com o candidato, o plano é incentivar a participação do setor privado para impulsionar a pesquisa espacial, inclusive criando voos turísticos para o espaço. Ele comparou o investimento que faria aos esforços para impulsionar o setor aeroviário durante os anos 1930, e defendeu que o empreendimento não seria um ônus para o país.

- Investimentos estatais e privados não são necessariamente incompatíveis. Muitos dos avanços na aviação aconteceram por causa de prêmios. Eu gostaria de ver muito mais dinheiro que é investido no setor privado servindo para encorajar novas descobertas. Se nós tivéssemos uma série de objetivos e nos preparássemos para oferecer prêmios para quem atingi-los, temos todas as razões do mundo para acreditar que temos pessoas nesse país e no resto do mundo que colocariam uma enorme quantia de dinheiro e fariam a região [de lançamentos de foguetes] borbulhar com oportunidades.

Rivais zombam de proposta espacial

Os planos de Gingrich foram duramente criticados por seus rivais durante o debate na Flórida. O favorito da campanha republicana, Mitt Romney, defendeu que o setor privado não deve participar do programa espacial americano. No entanto, ele tropeçou ao mencionar que iria demitir pessoas, num momento em que o desemprego nos EUA continua a níveis alarmantes.

- Fui empresário durante 25 anos, e se um executivo da minha empresa chegasse comigo e dissesse que quer investir alguns bilhões de dólares para colocar uma colônia na Lua, eu diria: “você está demitido!”.

Já o congressista do Texas, Ron Paul, afirmou que o país “não precisa de um programa espacial maior” e que “a saúde e outras coisas merecem muito mais prioridade do que ir até a Lua”.

- Eu não acho que nós precisamos ir à Lua. Acho que talvez nós devêssemos mandar alguns políticos para lá às vezes.

De acordo com o jornal americano The New York Times, o fascínio de Newt Gingrich pela Lua data de bem antes de sua campanha para receber a indicação do Partido Republicano à presidência. Em seu romance de ficção científica Renew America (Renovando os EUA, em tradução livre), de 1995, Gingrich fez uma previsão de que “luas de mel na Lua serão moda em 2020″.

* matéria publicada originalmente no Portal R7

Governo da Coreia do Norte pune quem “fingiu” o choro pela morte de ditador

Publicado em Mundo, Política por Caiopro em 15/01/2012

Cidadãos cujas lágrimas não pareceram “genuínas” são perseguidos, diz revista

Crianças norte-coreanas choram a morte de Kim Jong-il em Pyongyang. O pranto coletivo em torno do ex-líder provocou dúvidas sobre a sinceridade das demonstrações

O regime da Coreia do Norte está punindo cidadãos que “fingiram seu sofrimento” após a morte do líder Kim Jong-il, morto por um ataque cardíaco em dezembro de 2011, segundo a revista sul-coreana Daily NK.

Galeria: Norte-coreanos choram a morte do ditador

Mais fotos: Conheça dez curiosidades sobre Kim Jong-il

De acordo com o portal de notícias americano The Huffington Post, uma fonte anônima ligada ao regime norte-coreano informou ao Daily NK que as autoridades comunistas começaram a sentenciar a pelo menos seis meses de trabalhos forçados os cidadãos que não participaram das demonstrações de luto pelo ex-líder ou cujo choro não pareceu “genuíno”.

Além disso, o Daily NK afirma que o governo também vêm perseguindo pessoas acusadas de criticar o sucessor de Kim Jong-il, seu filho Kim Jong-un, e enviando famílias inteiras para o exílio em áreas rurais remotas.

Segundo a revista sul-coreana, a perseguição começou ainda no último dia de luto oficial estipulado pelo governo norte-coreano, no dia 29 de dezembro. De acordo com a fonte, a ordem era para que todos que fingiram chorar pelo ditador fossem presos até o último domingo (8).

Imagens: Veja outros ditadores que continuam no poder

As imagens de norte-coreanos chorando após a morte do líder Kim Jong-il, no dia 17 de dezembro, correram o mundo e passaram a impressão de que um sentimento generalizado de tristeza e luto no país.

No entanto, esse comportamento levantou questionamentos sobre a sinceridade da expressão de sentimentos demostrada nas imagens da televisão estatal do país – e até que ponto os norte-coreanos não estariam seguindo regras de procedimento.

As cenas mostravam homens e mulheres ajoelhados nas ruas e em praças, chorando convulsivamente em frente a monumentos e memoriais dedicados a Kim Jon-il, uma mulher perguntando “Como ele pode nos deixar?”, entre outras cenas que lembravam o período de luto depois da morte de Kim Il-sung, pai de Kim Jong-il, em 1994.

Governo investe em propaganda para “endeusar” sucessor de Kim Jong-il

Segundo a revista sul-coreana Daily NK, o governo da Coreia do Norte ultimamente vem se esforçando para criar uma “imagem de ídolo” em torno do sucessor de Kim Jong-il, seu filho Kim Jong-un.

De acordo com uma fonte anônima ouvida pela revista, carros-som têm passeado pelas ruas da capital Pyongyang emitindo mensagens para “engrandecer” o novo ditador.

- Todo dia, das 7 da manhã às 7 da noite, eles [o governo] colocam carros-som em avenidas movimentadas para fazer barulho e enaltecer a grandeza de Kim Jong-un.

Segundo a fonte, a propaganda é tão intensa que funcionários de fábricas, escolas e outras empresas estatais têm sido obrigados a frequentar aulas sobre a vida do novo líder.

Recentemente, a TV norte-coreana transmitiu um documentário sobre Kim Jong-un para marcar o suposto aniversário do novo líder, que assumiu o poder há menos de um mês. No filme, o novo líder é qualificado de “gênio dos gênios” em estratégia militar, entre outros adjetivos lisonjeadores.

O filme mostra Kim Jong-un em seu novo papel como comandante supremo militar, inspecionando tropas, saudando militares e testando um tanque. Além disso, o documentário afirma que Kim Jong-un redigiu sua primeira tese militar aos 16 anos e que dorme apenas três ou quatro horas por noite

Kim Jong-un, cuja idade exata não é conhecida, mas acredita-se que tenha cerca de 30 anos, foi alçado à condição de líder norte-coreano após a morte de seu pai, Kim Jong-il. que governava o país desde 1994.

matéria publicada originalmente no Portal R7

Conheça a controvertida figura de Sarah Palin

Publicado em Política por Caiopro em 16/06/2011

Republicana é musa do ultraconservador Tea Party, e também colecionadora de gafes

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Sarah Palin discursa para eleitores no Estado da Virgínia Ocidental; ex-governadora pode se candidatar à Presidência dos EUA

A ex-governadora do Alasca, Sarah Palin, é atualmente uma das figuras mais polêmicas da política americana. Considerada a “musa dos conservadores” americanos, e descrita por ela mesma como uma “mamãe do hóquei”, seu estilo desbocado e crítico ao governo Barack Obama conseguiu conquistar boa parte do eleitorado tradicional do Partido Republicano.

Mesmo com um histórico de gafes, Sarah é uma das possíveis candidatas para as eleições presidenciais de 2012.

A americana está acostumada a grandes saltos na carreira. Dona de uma trajetória meteórica, a mãezona de 46 anos e cinco filhos pulou da Prefeitura de Wasilla, uma cidadezinha de 7 mil habitantes no Alasca, diretamente para o cargo de governadora.

Em menos de dois anos ela ainda seria a candidata a vice-presidente da chapa do veterano de guerra John McCain, derrotado por Barack Obama em 2008.

Sarah Palin surgiu como um nome completamente desconhecido na corrida presidencial, em uma manobra vista como desleal pelos críticos do Partido Republicano. A ideia seria trazer uma mulher para a candidatura de McCain para competir com a “novidade” de Obama, o primeiro candidato negro à Presidência na história do país.

Mas, até o final da campanha, Sarah já havia se tornado um dos rostos mais reconhecidos dos Estados Unidos, inclusive atraindo mais holofotes e seguidores do que o próprio McCain.

Após a derrota nas eleições de 2008 ela renunciou ao cargo de governadora, faltando quase dois anos para o fim do mandato, e seguiu uma trajetória pouco comum para uma figura da política: estrelou um reality show (Sarah Palin’s Alasca, em que revela a intimidade de sua família), se tornou âncora de um programa de TV da rede conservadora Fox News e é hoje a musa do movimento ultraconservador Tea Party.

Esforços de Sarah conquistou conservadores, mas rendeu gafes

Bonita, Sarah vendeu a sua imagem de mulher de um jeito simples e interiorano, mãe de família, defensora de valores religiosos e da não-intervenção do Estado na economia.

Para analistas, ela é tudo que o eleitor médio do interior dos EUA quer. Mesmo assim, a derrota na eleição à vice-presidência é, em boa parte, atribuída às gafes cometidas durante a campanha. A começar pelo esvaziamento de seu discurso moralista, já que no meio da corrida presidencial sua filha de 17 anos admitiu estar grávida do namorado.

Bem que Sarah tentou consertar a situação, e quase obrigou os dois a se casarem para melhorar a imagem da família. Nessa época, ela passou a  frequentar programas de humor na TV, como o Saturday Night Live (onde a atriz Tina Fey ganhou fama pela hilária interpretação da candidata), mas não deu muito certo.

Já perto do fim da campanha, surgiram fotos em que Sarah aparece de biquíni segurando um fuzil. Definitivamente, não pegou bem.

Guarda-roupa de R$ 268 mil na TV choca

Mais tarde, Sarah ainda chocou o país quando revelou seu guarda-roupa durante o programa reality show de que fez parte, mostrando sua vida no Alasca.

Em meio à grande crise financeira que abalou os EUA a partir de 2008, soube-se que seu closet estaria avaliado em cerca de o equivalente a R$ 268 mil (US$ 150 mil).

Em 2009, Sarah ainda lançou um livro em que tenta minimizar suas gafes e explicar sua trajetória política. Em Going Rogue (Alçando Voo, em tradução livre), ela descreve, por exemplo, como começou a carreira política por causa de um anúncio de jornal que pedia mais candidatos para a Prefeitura de Wasilla.

E-mails da ex-governadora caem nas mãos da imprensa

Agora, apesar de estar cada vez mais perto de selar sua candidatura para um voo solo nas eleições de 2012, Sarah se vê novamente ameaçada pela própria língua – ou, deveríamos dizer, dedos?

Nesta sexta-feira (10), foram divulgados cerca de 24 mil páginas de seus e-mails do período em que era governadora do Alasca, podendo revelar obstáculos para seus planos na Presidência.

A imprensa americana e mundial está em polvorosa para triar tamanha quantidade de informações. Até o momento, sabe-se que a decisão de divulgar as mensagens veio após pedidos para a liberação de dados públicos, movimento que ganha cada vez mais força nos EUA.

* matéria publicada originalmente no Portal R7

Deputado dos EUA cai em desgraça após enviar fotos eróticas pela internet

Publicado em Mundo, Política por Caiopro em 16/06/2011

Anthony Weiner decide renunciar após mostrar peito sarado e as partes íntimas na rede

Após se exibir na internet, deputado se enrolou nas explicações e deve apresentar renúncia

Pressionado pelo Congresso e pela Casa Branca, o congressista americano Anthony Weiner vai apresentar sua renúncia nesta quinta-feira (16), duas semanas após a divulgação de fotos e mensagens de cunho sexual que admitiu ter enviado a várias mulheres.

Segundo o jornal New York Times e a emissora CNN, o representante nova-iorquino comunicou a seus amigos mais próximos a decisão de abandonar seu assento na Câmara de Representantes dos Estados Unidos.

O anúncio está previsto para o mesmo dia em que os líderes democratas no Congresso planejavam reunir-se para debater se tirariam Weiner de suas atribuições no Comitê de Comércio e Energia, um passo que afetaria sua credibilidade.

Weiner tomou a decisão após conversar com sua esposa, Huma Abedin, que retornou na quarta-feira a Washington de sua viagem pelo Oriente Médio junto à secretária de Estado, Hillary Clinton, da qual é assessora.

 Deputado cai em desgraça por fotos eróticas

O sonho de Anthony Weiner, deputado pelo Estado de Nova York, era ser o “homem do tempo” na televisão. No entanto, aos 46 anos, acabou ficando famoso por motivos que nada têm a ver com a meteorologia ou mesmo com suas funções políticas.

O parlamentar está no centro de um dos escândalos mais polêmicos (e engraçados) dos Estados Unidos nos últimos anos, após admitir ter enviado fotos de seu corpo, incluindo o peito sarado e o próprio pênis, para várias mulheres por meio de redes sociais.

Weiner começou a vida pública em 1991, como o vereador mais jovem da história de Nova York, até então. Ele se reelegeu sucessivas vezes para o cargo, mas em 1999 se tornou deputado.

Apesar de ser um político democrata em uma das cidades mais liberais do país, Weiner curiosamente adotou posturas conservadoras. Ele chegou obrigar adolescentes delinquentes a apagar murais de grafite e fez protestos contra a delegação palestina na ONU. Também obrigou judicialmente o YouTube a retirar do ar publicações em que terrorista Anwar al Awlaki incitava a “guerra santa” contra o Ocidente.

Tudo corria muito bem na trajetória política de Weiner, que vinha sendo considerado um dos favoritos para as próximas eleições à Prefeitura de Nova York. Mas o deputado pôs tudo a perder em um clique. Em maio de 2011, Weiner enviou fotos sem camisa e de seu próprio pênis a uma seguidora no Twitter. Rapidamente a fotografia foi divulgada pela imprensa. O desastre estava feito.

Weiner se enrolou nas explicações

No início, Weiner até tentou negar o fato, alegando que tudo não se passava de uma piada de mau gosto com seu sobrenome. Weiner, em inglês, é uma palavra bastante semelhante a uma expressão chula para salsicha (wiener).

Mas, como o próprio Weiner admitiu mais tarde, “mentir só levou a mais mentiras e perguntas mais difíceis”. Ele admitiu o ocorrido na última quinta-feira (9), com o surgimento de novas fotos de seu dito-cujo, e disse que manteve relações virtuais com pelo menos seis mulheres nos últimos anos.

Casado com a assessora de Hillary Clinton, Huma Abedin, o deputado tem fama de pegador. Certa vez o jornal nova-iorquino New York Daily News chegou até a publicar uma galeria intitulada “As mulheres de Weiner”.

Após o escândalo, já circulam piadas de que o histórico mulherengo de Weiner seria uma das razões pelas quais ele propôs, no Congresso americano, facilitar a obtenção de vistos de trabalho para modelos estrangeiras.

* matéria publicada originalmente no Portal R7

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