Demorei demais a escrever sobre a apoteótica apresentação do Dinosaur Jr. em São Paulo. Pela primeira vez no Brasil, os ingressos para as duas noites no (tá bom, nem tão) minúsculo Comitê Club da rua Augusta se esgotaram em pouquíssimo tempo.
Era grande o aperto em perder o show de uma das bandas mais four-twenty de minha geração anos noventa, que teve em Rage Against the Machine seu Led Zeppelin e em Dinosaur Jr seu Beach Boys eletrificado e altíssimo.
Por sorte para os procrastinadores como eu, a Adidas (olha o merchan…) realizou a idéia do ano: Dinossauro Júnior pela primeira vez no Brasil e de graça na esquina do Milo (opa). Rapidamente disseminado pelo twitter, o anúncio já fez história entre meus tweets favoritados e levou uma pequena multidão para o evento de skateboard e música patrocinado pela marca esportiva.
E o power-trio de J. Mascis e Lou Barlow (não lembro o nome do baterista, irrelevante a essa altura) não só não fez feio como fez muito bonito num pocket-show de aproximadamente 30 minutos. Com som alto, apesar do palco minúsculo e espaço reduzido numa pracinha situada no fim da Av. Paulista (após a rua da Consolação), os três tocaram cinco musicas escolhidas a dedo pelo próprio publico presente.
A começar por “The Wagon” faltou pouco para ver a marmanjada chorando e sobrou espaço para se sentir com 15 anos de idade contra o sistema (ah, a doce ironia das boas ações de marketing). Ainda teve “Feel the Pain” e “Freak Scene”, e foi o suficiente para dar o gostinho pra quem não conseguiu ir ao verdadeiro negócio que rolaria na mesma noite. Mas valeu a pena para ver a única banda que pode se gabar de ter tido discos recolhidos por volume excessivamente alto até hoje. E pra imaginar esse volume num lugar pequeno como o Comitê.

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